para lembrar

•Maio 12, 2009 • 1 Comentário

Mais um vídeo que fala por si só. O vídeo é de 1992, e ainda assim, continua tão atual… infelizmente:

“Um discurso pode durar 60 minutos, mas seu impacto pode durar para sempre.”
Severn Suzuki (a mocinha do vídeo) hoje:
http://www.speakers.ca/cullis-suzuki_severn.aspx

É o vento ou a bandeira que se move?

•Maio 7, 2009 • Deixe um comentário

templo zu lai

Os Mestres Ch’an olham as coisas através do olho da mente.
Nossos pontos de vista diferem por causa de nossas mentes discriminatórias. Quando nossas mentes estão quietas, todas as coisas estão em paz. Quando nossas mentes se movem, surgem várias distinções. Para alcançar o estado no qual a tranqüilidade e a não-tranqüilidade se harmonizem, temos que erradicar de nós mesmos todo os pensamentos discriminatórios. Somente, então, a plenitude e a quietude do nirvana serão realizados.

Saber recuar é uma virtude.

(Venerável Mestre Hsing Ÿun)

Para ditiam*

•Abril 22, 2009 • 1 Comentário

Di e Ba

Sempre que assisto algum filme com um belo discurso me emociono. Acho bonito quando uma pessoa expressa seu ponto de vista sobre o impacto que aquela determinada pessoa teve em sua vida. É uma coisa tão particular… e ao mesmo tempo de uma responsabilidade tão grande. Você está ali, perpetuando uma imagem para quem não o conhecia. Sempre que vejo uma cena dessas imagino como seria um discurso sobre a minha vida. Que impacto ou marca eu deixaria na vida dos outros?

Neste final de semana tive a oportunidade de discursar sobre o meu avô, na cerimônia de um ano da sua partida deste mundo. No início fiquei um pouco apreensiva, justamente por saber da importância que isso tem, mas depois gostei muito da idéia e me senti honrada pela oportunidade. Não foi difícil, apenas lembrei com alegria da vida dele, e dos vários momentos que passamos juntos. Acho que essa fórmula deu certo. Algumas pessoas se emocionaram e disseram enxergar as cenas desse cotidiano… era exatamente essa a intenção; trazer para perto essas lembranças boas.
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Depois de um ano, nos reunimos aqui novamente, com a benção de Deus, para agradecer-he por receber de braços abertos o nosso Ditiam. Aos poucos, nossa dor se transformou em força, saudade boa e lembranças felizes.

Hoje, com a certeza de que ele está em paz e em um lugar melhor olhando por todos nós, lembramos com alegria dos pequenos detalhes e grandes lições.

Sempre me lembro do meu avô como uma figura forte, que lutou muito para construir tudo o que fez.

Junto com a Batiam, criou com muito amor e sabedoria os sete filhos, que transmitem até hoje seus ensinamentos para os netos e bisnetos.

Era a elegância, por estar sempre de camisa e calça até nos dias mais quentes; mas também era a simplicidade dos gestos, que sempre se orgulhou das mãos calejadas por todo esforço e trabalho na terra.

Era o faz-tudo da família, e tanto no sítio quanto nas casas dos filhos, estava sempre consertando alguma coisa, aprimorando alguma coisa.

Sempre admirei e me inspirei em seu gosto pela arte, fotografia, pinturas… perdi as contas de quantas vezes ele foi a uma Bienal, exposição ou museu. Havia uma porção de Monet, Mabe, Van Gogh e Picasso em seu quarto. Ali, sempre perto das fotografias de família e seus inúmeros diários, que sempre escrevia com tanto esmero.

Ditiam era exemplo de caráter, de humildade e educação. Era a espontaneidade em alguns comentários, e o “alimentar-se com moderação”. Ele adorava Sucrilhos e danone; e acho que não houve um neto que não misturasse os refrigerantes num mesmo copo e dissesse: “Quero igual ao do Ditiam!”.

Ele era assim, uma misturinha boa e divertida. E mesmo um pouquinho teimoso, sempre arrancava sorrisos quando entortava a cabeça e questionava “Será?” para o que os outros diziam.

Ditiam sempre foi muito culto, adorava ler jornais e comentar as notícias quando estávamos à mesa conversando. E lembro até hoje quando íamos até o seu quarto, com o volume da televisão alto, e ele nos dava balinhas por estarmos indo bem na escola.

Sempre foi ótimo tê-lo por perto; seja na mesa tomando café, nas viagens e passeios, simplesmente sentando ao lado dele e observando a vista, ou participando de um divertido passeio de carro, com todas as lombadas, bancos de areia, latões de leite e disputa de primos para ver quem ia no carro do Ditiam.

Ele era muito companheiro. Sempre senti muito orgulho de ver, ele e a batiam de mãos dadas quando passeávamos, mesmo depois de tantos anos de casamento. Tenho essa visão fresca na memória, como um dos meus maiores exemplos e aspirações para o futuro.

Com certeza ficou a saudade disso tudo, mas também a alegria em cada um de nós, por carregar um pouquinho dele dentro do peito.

Que não esqueçamos nunca das lições que ele nos ensinou, dos valores e união; pois cada vez que nos reunimos, fortalecemos ainda mais nossos elos, essas boas lembranças e aquecemos o coração.

Acho que o maior presente que podemos dar à ele, é continuar regando com amor e alegria essa semente linda que ele plantou, chamada família.

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* avô em japonês

pra você

•Abril 14, 2009 • 1 Comentário

Essa poesia é pra você
porque eu não sei
o que houve
ou quando aconteceu
a gente se perdeu.

Essa poesia é pra você
achar o caminho de volta
dentro do meu abraço
Lembrar da gente
o que o coração sente

Essa poesia é pra mim
para ritmar os passos
recolher meus pedaços
procurar nossos laços
e ver na dor, amor

naturalmente simples

•Abril 1, 2009 • 1 Comentário
Gafanhoto feito de folha de coqueiro

Gafanhoto feito de folha de coqueiro

Voltando de férias e compartilhando aqui um artesanato lindo que conheci em Pernambuco.
Um grupo de meninos (de uns 7 ou 8 anos no máximo) fazem peixinhos na vara de pescar, rosas, e gafanhotos como este da foto usando SOMENTE folhas de coqueiro.
Achei simplesmente lindo, e de uma leveza encantadora.
Sempre me orgulho das pessoas criativas que existem nesse país, principalmente pessoas como esses, que se reinventam e vêem beleza em coisas simples, onde muitos nem imaginam.

Gente fina

•Abril 1, 2009 • 1 Comentário

Hoje li um email lindo que a Bob me mandou! Me senti honrada quando ela disse que eu sou assim aos olhos dela! :)
Lá vai:

“Gente Fina…

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Todos  a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões  quando necessário.
É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe  transgredir sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não  banana. Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz  mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente  fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga  ninguém – tem opinião, apenas.
Um novo começo de era, com gente fina,  elegante e sincera.
O que mais se pode querer?
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença. (MARTHA MEDEIROS)”

Quem quiser ler mais textos da autora, vale a pena também: http://www.pensador.info/autor/Martha_Medeiros/

E obrigada Bobusca – a linda mocinha do blog dos cachinhos! :0)

Receitas para um dia feliz – parte 03

•Fevereiro 27, 2009 • 2 Comentários

30 dias de férias após 5 anos de trabalho no liquidificador.
2 e 1/2 dias pós-carnaval para uma semaninha mais curta
um punhado de amigos divertindo o seu último dia de trabalho
uma porção cheia de amor visitando com beijo e abraço

Coloque tudo num bar, misture uma salinha de karaokê e junte dúzias de brindes para temperar.
Deixe descansar com uma viagem e pés na areia, e aqueça o coração.

A menina dança

•Fevereiro 20, 2009 • 1 Comentário

menina_danca1

É a cor que salta aos olhos,
como salta solta a dançarina.
A batucada que estremece no peito,
cada um dança de um jeito.

Ritmo que contagia nessa explosão de alegria

O calor daquele povo de luz,
ilumina e aquece a noite fria.
O som que nem tem forma te conduz,
e és tomado de euforia.

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Post de carnaval.
Essa é a primeira página do meu zine (em construção).

MUTO by Blu

•Fevereiro 19, 2009 • Deixe um comentário

Um dos vídeos mais brilhantes que eu já vi. Incrível!

Mais em: http://www.blublu.org/

In my life

•Fevereiro 11, 2009 • 1 Comentário

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I’ve loved them all.

But of all these friends and lovers,
There is no one compares with you,
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new.

Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them,
In my life I’ll love you more.

Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them,
In my life I’ll love you more.
In my life I’ll love you more.

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Gosto quando uma outra versão de uma mesma música fica bacana assim.
É a magia do ousar e reinventar no dia-a-dia.